quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mesmo aos cem anos de idade, a melhor coisa da vida ainda é feminina: a mulher companheira ou a morte certeira.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cadeira? Qualquer uma... sento-me mesmo no trono da minha imaginação, pois vivo nos vãos do seu pensamento.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Todo homem é uma criança... que esqueceu o que é amar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Posso até sangrar agora, mas o que vai me matar mesmo é a falta de você.
Encontrar-se a si mesmo por si próprio. Redundante? Porém preciso!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A diferença do que parece semelhante

Não gostamos de ir e vir
Muito menos de estar aqui
Odiamos ser o que eles são
E não caminhamos por onde eles perambulam
Somos um em dois
Com um único sentido:
Ser o que eles não são.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Deus dos asnos

Nós somos mais do que imaginamos ser, e muito mais do que os outros imaginam, na bondade e principalmente na perversidade.

Há tempos não rezo mais
Mas enquanto isso
Descubro do que o ser humano é capaz


Você tem medo de morrer
E eu que você morra
Pois o meu querer
É que o acéfalo assuma a proa


Você tem medo da besta
Faz dela o maior pilar da igreja
Um bobo que pensa ser probo
E só me causa nojo


Vejo nas suas lágrimas
Rios de incertezas
Mesmo assim
Reza para que o mundo não tenha fim


Você canta hinos por temer a desgraça
Mas isso não disfarça a sua raça
Cria inúmeras pontes para o céu
Mas nesse lugar
Você será o principal réu
E não bastará chorar


Bebe do vinho na taça
Engole seus pecados como uma traça
Vivendo neste mundo
O ser pior dos imundos


Junte-se a mim e serei seu Deus
Dar-te-ei o lugar de Zeus
Não poupe seus joelhos no meu altar
Faça-os apenas sangrar


Não perca tempo com ladainha
Tire sua espada da bainha
Vamos o inferno tomar
E nenhuma alma vai restar


Você talvez não se lembre de mim
Mas estou sempre ao seu lado
Sou seu irmão alado
Aquele que vaga entre querubins



Sou seu ídolo de fogo
Desde quando você fez do calvário um lugar hilário
Sua fealdade veio do berçário
E agora você faz parte do meu jogo


Vou te levar onde nasce a escuridão
Ao lar das sombras
Onde nunca existiu Adão
E foram dizimadas as supostas Evas


Esta é a verdade brutal do ser anormal
Você será parte do reino das trevas
Onde prevalece sempre o mal
E isso durará por eras


Você talvez tenha medo das minhas palavras
Mas nada se compara ao medo que já senti
Sou o filho que foi rejeitado pelas coisas sagradas
Por isso não sou a hipocrisia que vem de ti


Reze por mim
E para que isto não tenha fim
Sou o talvez falso sagrado
E nunca quis ser quem você chama de amado
Porque eu jamais salvaria
Aquele que faz de mim
Mais um personagem de sua mentirosa idolatria

A. B.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Triste por ser triste

Se você nunca errar, nunca terá a oportunidade de transformar uma coisa simples em algo fabuloso.


Sentado em um canto
Sem encanto
Sorrir... para que?
Já andei pelos quatro cantos do mundo
Sem saber por que


Todos meus temores se realizaram
Sonhos?
Findaram


Salta-me aos olhos a tristeza
Quanta aspereza
A vida me ensinou


Será que morri?
Ou deixei de existir em mim mesmo
Vivo a esmo
Parei de olhar para mim
Meu espelho?
Quebrou se e não faço parte mais de mim


Não vejo mais quem eu sou
Só penso em quem eu seria
Se você lembrasse
Da boca que beijou


Há sempre um estranho
Atrás dos meus olhos
E quando o olho
Vejo-o vegetando
Em um lugar sem tamanho


Sei da excelência da sua ausência
E sei mais
Sei de tudo que você é capaz
Conheço sua repugnância
Sua falta de tolerância
E o mal que você me faz
Conheci nesta vida cada ferida
Que o mundo nos traz


Posto no solo
Em um choro sem lenço
Só o silêncio
Leva-me no colo


Posto na fogueira
Que nunca foi lareira
Senti o ardor
Da sua falta de amor


Enveredando-me em seus nuances
Minha felicidade
Foi sempre de relance
Como sua lealdade


Triste por ser triste
Sou isso e nada mais
Isso é tudo que ainda resiste
A felicidade não me visita mais

Santa Serpente

FANTASIA É O QUE LIBERA A EMOÇÃO DE PODERMOS SONHAR SEM TERMOS RAZÃO.

Você trouxe a luz aos olhos meus
Será que ainda sou ateu?
Serpentes no paraíso
Onde não deviam estar
Corro perigo?
Cuidado, posso me apaixonar


Eu transformo em versos
Os gritos recolhidos
De um lugar perdido
Quase submerso


Meu voto de castidade
Nunca foi saudade
Sofri enquanto durou
Daquela vida
Na despedida
Nada restou


Rezei para esquecer
Minha santidade
Quanta crueldade
Tive que aprender


Subi ao altar
E provei o líquido vermelho
A minha imagem no espelho
Vi por demais saltar


Já são sete mil dias
Que parecem sete mil séculos
Ainda pareço benévolo
Mas vivo de maresias


Procurei conhecer o caminho certo
Mas ao certo
Nunca saberei
Se vou me arrepender
Nem se vou entender
Onde foi que eu errei


Santa Serpente
Minha forma é decadente
Procurei a verdade
Agora sou deformidade


São dias que só formam noites
E meu pernoite
Sempre latrinário
Ainda é diário


Meus momentos oníricos
Agora já não são mais ledos
Quanto desprezo
Vivo do lixo dos ricos


Sou um profano deste mundo ufano
Escassa é minha raça
Minha fortuna é a penumbra
E perfeito é o meu leito...

...de morte.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Revelações do seu mundo

Dê-me uma caneta e um papel e eu te darei um mundo novo.

Escreverei até sobre seus sonhos mais ocultos
Até mesmos os vulgos
Revelarei suas fantasias
Causar-te-ei histeria
Não terei pudor
Mesmo que cause dor
Buscarei ser claro
Sem atraso


Percorrerei cada labirinto da sua mente
Mesmo demente
Solucionarei seus mistérios
Mesmo incrédulo
Após seus adultérios
Os mais malévolos


Retalharei seus pensamentos
Vou vasculhar seus argumentos
Farei da sua vida
Um quebra-cabeça montado
Sem retardo
Todas as feras abatidas


Sou a voz do seu diário secreto
Trago a vida o monstro descoberto
Suspiro horrores ao seu ouvido
Vou ao seu íntimo
Causo feridas à suas dores
Sou o Calígula na sua torre
Mesmo a sete palmos
Arranco aplausos


Não vim aqui para falar a verdade
Mesmo com sinceridade
Escondo meu jogo
Causo-te nojo
Somei seus pecados
Vi o estrago


O brilho do seu sol
Pintei de negro
Maculei seu puro desejo
Do seu mais belo mol-
de de estátua
Fiz pedaços para sua mágoa


Você se pergunta
Quem sou eu
Eu vivo no seu breu
Vivo em tormenta
Não sou a realidade
Nem o pesadelo
Vivo do ensejo
Da sua falsidade
Sou seu verdadeiro eu
Aquele que você pensa que morreu

terça-feira, 1 de julho de 2008

Não adianta somente escrever. Você tem que sangrar cada palavra para deixar a sua marca.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Às vezes penso não conhecer mais as pessoas. Mas não por não lembrar delas, e sim por elas não serem elas mesmas. Metamorfose sócio-cultural ilusória.
Às vezes cabe ao silêncio responder a todas nossas perguntas e angústias.
A palavra pode ser uma lâmina mortal. Afiada, pode atingir até a mais íntima víscera.
Com um exército das palavras mais belas palavras, derrubarei sua fortaleza de argumentos inválidos.
Eu posso deixar de viver um dia. Mas não posso deixar de viver um único dia sem poesia.
Nos meus momentos de insanidade, construo um mundo perfeito. O louco será rei, e eu, o todo poderoso deus da terra chamada de lugar nenhum. Coma alcoólico induzido.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dia de ser eu mesmo



Cheguei e só estava eu

Procurei por alguém e me encontrei

Resolvi pensar sobre mim

Então encontrei o que tanto temia

A fragilidade de ser eu mesmo


A arte da existência

Existir para ser alguém

Aquele alguém que procuramos todo dia

E só encontramos em nós mesmos


Resolvi então parar de pensar

Escutar

Escutei a chuva

E vi que podia me molhar de conhecimento


Entrei e me vi sentado ao lado do meu ser

Esse ser que tanto tento entender

Buscando palavras

Escolhendo a medida

Entendi então que ainda nada sabia.

A. B.

* Texto escrito no primeiro dia de aula na oficina de poesia.

Necessidade


A necessidade de escrever

A necessidade de entender o que foi escrito

Simples necessidade

Necessito viver essa necessidade

Sempre que necessário, faço-me necessário

Mas sempre buscando a eterna necessidade

A necessidade me levou até além

A necessidade me trouxe alguém

Meu bem.

A. B.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Se o amor for um mal, eu sou o rei dos males.

A. B.

O que a poesia tanto tenta escrever, é o que o amor tanto nos faz sofrer.