sexta-feira, 14 de outubro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O dom da depressão
Quanto mais penso
Mais se torna denso
Por mais que eu finja
Mais se torna cinza
Com o cérebro amarrado em correntes
Buscando encontrar alguma cor
O ser deprimente
Só encontra a dor
Sentenciado, abençoado ou mais um
Como poeira do universo
Resta-me escrever mais um verso
Sem um senso comum
Antes e depois sempre o mesmo
Criatura sem criador
Jogado a esmo
Falando palavras presas ao dissabor
A ruptura abrupta de uma mente
Cuja causa se faz distante
Faz-me chorar constantemente
Ora sorrindo, ora vagante
Haverá um dia
Em que as cores virão
Pode ser um dia de verão
Ou mesmo numa noite fria
O tradicional vazio no peito
Tem me encontrado como eleito
Mas onde bate um coração
Faz-se da força a emoção
P.S.: Para aquele que ler estas palavras seja consolado, porque não há mal algum que seja eterno.
Mais se torna denso
Por mais que eu finja
Mais se torna cinza
Com o cérebro amarrado em correntes
Buscando encontrar alguma cor
O ser deprimente
Só encontra a dor
Sentenciado, abençoado ou mais um
Como poeira do universo
Resta-me escrever mais um verso
Sem um senso comum
Antes e depois sempre o mesmo
Criatura sem criador
Jogado a esmo
Falando palavras presas ao dissabor
A ruptura abrupta de uma mente
Cuja causa se faz distante
Faz-me chorar constantemente
Ora sorrindo, ora vagante
Haverá um dia
Em que as cores virão
Pode ser um dia de verão
Ou mesmo numa noite fria
O tradicional vazio no peito
Tem me encontrado como eleito
Mas onde bate um coração
Faz-se da força a emoção
P.S.: Para aquele que ler estas palavras seja consolado, porque não há mal algum que seja eterno.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Excesso de ser em você
Tudo é bom quando é excessivo.
Marquês de Sade
Do meu excesso em te querer
Acabei por me perder
Sem mesmo antes de ter me encontrado
Agora estando ao seu lado
Paixão viva
Sem oração explicativa
Conduzida pela sensação
De estar no melhor lugar
Segurando sua mão
Fixando meu olhar
No seu olhar
É que nada e ninguém é mais importante
Nesta vida agora toda envolvida
Que seu toque deslizante
Naquilo que um dia foi ferida
Sobre meu corpo transpirante
A.B.
Tudo é bom quando é excessivo.
Marquês de Sade
Do meu excesso em te querer
Acabei por me perder
Sem mesmo antes de ter me encontrado
Agora estando ao seu lado
Paixão viva
Sem oração explicativa
Conduzida pela sensação
De estar no melhor lugar
Segurando sua mão
Fixando meu olhar
No seu olhar
É que nada e ninguém é mais importante
Nesta vida agora toda envolvida
Que seu toque deslizante
Naquilo que um dia foi ferida
Sobre meu corpo transpirante
A.B.
terça-feira, 19 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Cruz sufixo
No espelho penso ver a verdade
De algo nada animador
Que sempre foge a realidade
Trazendo de volta minha eterna dor
Do meu templo nada restou
Além de santos espalhados
Em vários espelhos espelhados
Que minha alma abandonou
Está aqui meu corpo
Sentado como Buda
Esperando um retorno
Levando minha vida fajuta
Flores lindas já foram um dia
Aquelas que velam meu pesar
Foram elas testemunhas mudas por azar
Que viveram meu dia a dia
Coloco o crucifixo onde deve estar
Para que um dia eu volte a rezar
Aliviando assim o que dói tanto
Enxaguando assim o meu pranto
De algo nada animador
Que sempre foge a realidade
Trazendo de volta minha eterna dor
Do meu templo nada restou
Além de santos espalhados
Em vários espelhos espelhados
Que minha alma abandonou
Está aqui meu corpo
Sentado como Buda
Esperando um retorno
Levando minha vida fajuta
Flores lindas já foram um dia
Aquelas que velam meu pesar
Foram elas testemunhas mudas por azar
Que viveram meu dia a dia
Coloco o crucifixo onde deve estar
Para que um dia eu volte a rezar
Aliviando assim o que dói tanto
Enxaguando assim o meu pranto
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Inverno sem terno
Se consegue me fazer patinar neste lago gelado
Também consegue fazer jamais congelar nosso beijo selado
Esquiando na neve que faz pra nós
Jamais assim nos sentiremos a sós
A cada estação espero o inverno chegar
Olhando lá fora
E não vendo a hora
Do nosso amor deslizar
Canto na lareira
O verso aquecido
De um amor que abre clareira
Entre pinheiros adormecidos
Também consegue fazer jamais congelar nosso beijo selado
Esquiando na neve que faz pra nós
Jamais assim nos sentiremos a sós
A cada estação espero o inverno chegar
Olhando lá fora
E não vendo a hora
Do nosso amor deslizar
Canto na lareira
O verso aquecido
De um amor que abre clareira
Entre pinheiros adormecidos
O caminho do caminhar
Caminho longo e estreito
E ao meu lado um rio
Quem nem se lembra da última vez que sorrio
De tanta dor no peito do seu leito
Semente caem e pensamentos brotam
Quase se esgotam
Mas o rio em seu papel
Mais uma vez se faz fiel
Não deixando secar
Os pensamentos do meu caminhar
O par perfeito me estende a mão
Fazendo-me esquecer
Que mesmo sem razão
Até mesmo na contramão
É preciso caminhar... sem mesmo entender
E ao meu lado um rio
Quem nem se lembra da última vez que sorrio
De tanta dor no peito do seu leito
Semente caem e pensamentos brotam
Quase se esgotam
Mas o rio em seu papel
Mais uma vez se faz fiel
Não deixando secar
Os pensamentos do meu caminhar
O par perfeito me estende a mão
Fazendo-me esquecer
Que mesmo sem razão
Até mesmo na contramão
É preciso caminhar... sem mesmo entender
Escalada
Escada que sempre se transforma em escalada
Que me faz sorrir, mas tão logo descer
Corrimão que me queima a mão
E faz-me escorregar pelos dedos
O desejo... da eterna paixão
Fruto proibido vinga no cume
Mas se torna a distância
Mesmo em ente alado
O prazer jamais alcançado
Mais um degrau e uma gota de sangue
Decoração do meu sofrer
Mesmo sem querer
Meu antigo vexame
Que me faz sorrir, mas tão logo descer
Corrimão que me queima a mão
E faz-me escorregar pelos dedos
O desejo... da eterna paixão
Fruto proibido vinga no cume
Mas se torna a distância
Mesmo em ente alado
O prazer jamais alcançado
Mais um degrau e uma gota de sangue
Decoração do meu sofrer
Mesmo sem querer
Meu antigo vexame
VIVA!
Viva enquanto há vida a ser vivida
Quantas coisas jamais esquecidas
São agora, como toda hora
Casca de eterna ferida
São os laços dos nossos embaraços
Gente que fica
Gente sempre ausente
Formando assim, os nosso traços
A vida louca que era tão boa outrora
Some e vem
Faz sua hora
A noite cai
E a lembrança... não se vai
Quantas coisas jamais esquecidas
São agora, como toda hora
Casca de eterna ferida
São os laços dos nossos embaraços
Gente que fica
Gente sempre ausente
Formando assim, os nosso traços
A vida louca que era tão boa outrora
Some e vem
Faz sua hora
A noite cai
E a lembrança... não se vai
Meio do paradoxo
O que viriam trazer
Já estava lá
Coisa mandada
Há muito tempo não esperada
Sem querer saber
O que a vida insistia em dizer... escondido
Sob a luz no labirinto.
Já estava lá
Coisa mandada
Há muito tempo não esperada
Sem querer saber
O que a vida insistia em dizer... escondido
Sob a luz no labirinto.
Lente opaca
Dali os velhos óculos não saíram mais
Nada mais enxergaram
Nada mais
Mas as últimas lágrimas, nele ficaram
Contos sofridos
Histórias sem volta
Ainda gera revolta
Seus últimos gemidos
A letra já não tinha mais destreza
Mas jorrava emoção
Às vezes apoiada com as duas mãos
Para gerar uma palavra com leveza
As flores murcharam
Assim como seu ser
E dali partiram pra ter
O que tanto sonhavam
Seu velho óculos finado
Agora repousa na recordação
De quem leu o que ele viu
Antes de chegar na primeira mão
Nada mais enxergaram
Nada mais
Mas as últimas lágrimas, nele ficaram
Contos sofridos
Histórias sem volta
Ainda gera revolta
Seus últimos gemidos
A letra já não tinha mais destreza
Mas jorrava emoção
Às vezes apoiada com as duas mãos
Para gerar uma palavra com leveza
As flores murcharam
Assim como seu ser
E dali partiram pra ter
O que tanto sonhavam
Seu velho óculos finado
Agora repousa na recordação
De quem leu o que ele viu
Antes de chegar na primeira mão
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